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Mostrando postagens de dezembro, 2015

Imolação

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Sacrifício por nada, Algo sem sentido, Sem estrutura. Em um mundo sem sentido, Em uma época de ingratidão, Em um momento de caos. Eu sacrifico tudo o que eu tenho, Suor,lágrimas e sangue. Sacrifico minha dor, minha paz e minha mente. Tudo o que houve já foi, A paz ríspida cresce dentro de mim, O ódio que queima meus ossos. O Deus que exige sacrifício, A loucura que eu inventei, O nada que me modifica. O perdão por ser o que é, A paixão de ser filho amado, As almas que são tomadas, O jogo, a brincadeira de se viver. O vácuo no meu coração, O vazio na minha alma, Os sentimentos que se vão. Eu vou ficando oco, Deixo o rio de sangue guiar minha vida. Eu sacrifico tudo para um Deus eterno, Eu jogo minha vida no fogo, Quebro meu ego, meus medos. Toma o que você criou, Toma a sua loucura, Toma o seu ódio e sua paz. Eu me sacrifico por nada, Em um mundo sem sentido, Em um mundo destruído. ...

Auto-imolação Expontânea

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O destino que rompe, o corpo que vai, os ossos que ficam. Eu explodo, meus problemas somem, só há o breu. Tudo o que houve, os corpos em chamas, o tormento fugindo. Meu corpo não me suporta, a natureza e sua falha, a natureza e sua certeza. Explodo, vou-me. A dor que queima meus ossos, minha pele que derrete, o mundo não me suportou, eu não me suportei. Eu explodo, me sacrifico, fujo. A paz do niilismo, o altruísmo. Queime corpo, queime alma, queime o que há, queime o que virá. ...

Debris

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Loucura, ruína, Deusa eterna, dança ludibriante. Toma conta, corrói os pensamento Sair de si. Seu mundo particular seus medos desparecerem, suas verdades se dissolvem. Debris, destrói meu coração, toma meu ser. Afunde meu espírito, eu vou, me perco, já não sei quem sou. Debris,a eterna loucura, a eterna ruína. ...

Dois caixões

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Mesmo que esse poema seja um poema trágico, eu dedico ele de coração, com todo sentimento e emoção para a pessoa mais importante na minha vida, minha namorada, amiga,mulher e companheira: Bianca. Que possamos partir juntos. Eu e você, apagados pela terra guiados pela luz. A escuridão que nos afundou, a morte que nos recebe de braços abertos a indecisão dos caminhos. Céu e inferno nos esperam o limbo é o que resta. Meu amor ficou com você, teu amor ficou comigo. Tua paz me transformou, meu caos que te ajudou. Só restou isso de nós, esses dois caixões embaixo da terra, esse lugar úmido e com cheiro de madeira. Os nossos corpos foram perdidos, as nossas almas foram reencontradas, A nossa luz se apagou. Se você for, Que eu vá. O funeral se aproxima e o que resta são as lágrimas daqueles que sentem algo por nós. Agarre minha mão, sinta meu corpo se esvair, sinta o meu respirar lento se extinguir. Adormecer, cair e um sono profundo. O céu chora, as nuvens nos aplaudem o sol nos guia...