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Mostrando postagens de julho, 2016

A crucificação

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Não sou cristão, mas nós, seres humanos temos a capacidade de destruir o que é bom e temos o talento de sacrificar nossos mártires. E o sangue continua se esvaindo pelas feridas. Morto por ser bom guiado por propósitos filho de Deus. O pecado original criado O deus que brinca com suas marionetes O toque final da maça. A serpente, o mal criado pelo próprio Deus. O demônio, criado pelo próprio Deus. O onipotente, onde tudo se cria e se transforma. A marionete, um mártir da salvação, um espírito acima de sua época. A hipocrisia, a maldade e o caos instaurado. A sociedade corrompida, os jogos, as mentiras, a crueldade. Crucificado, Escarnado Risos de medo. O cordeiro abatido o sangue que flui de suas chagas, sua coroa, os espinhos que dilaceram a carne. Crucificado, morto por ser bom traído com um beijo. Abençoados sejamos todos nós, filhos do pecado injusto e vis porcos e imundos. Pútridos sejamos, guiados pela maldade do próprio criador, um joguete, um quebra-cabeça, na dança da eterna l...

A presença divina

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Luz que toca vento que treme meu corpo paz que atinge meu espírito. A presença que cresce ao meu lado o nunca estar sozinho o caminhar eterno. A divina solidão que nunca se esvai a brisa leve da manhã que toca seus cabelos. Deus, A vida, a natureza, a visão de um mundo que te abraça. A sensação de dor que para, o silêncio da sua respiração o canto do pássaro que ecoa longe. O sol que esquenta o frio da manhã o valor de se pertencer. A presença divina que brinca com a minha alma, me torna único e sublime, em paz comigo dentro de mim, dentro desse amanhecer voraz. ...

Paisagem Sombria

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Cria-se o mundo Cheio de dia e noite Cheio de chuva e ventos. O mundo dos sentimentos O mundo da vontade Das angústias e dos medos. Eu percorro o dia e a noite, O mar e o deserto As florestas e os pântanos. A paisagem sombria que se apresenta em meus olhos A desolação dos campos A chuva ácida que perfura minha pele O cheiro de enxofre, A fumaça que sai da camada mais profunda da terra. A criação soturna A dança macabra dos deuses O vale de lágrimas que ecoam gritos desesperados. Eu vejo o sol negro crescer, Vejo a terra abrir, Vejo meu corpo se consumir. Sinto os meus poros se abrirem, Sinto a tristeza me consumir O sangue ferve, a lágrima cai, o coração palpita. A luz do prisma negro entra mim, Meu corpo treme Meus olhos fecham. Finalmente acordo, enfim vivo. ...