Hoje não vou deixar um texto enorme. Só deixarei esse verso/poema como caráter de entendermos a nossa existência.



Folhas

Uma Folha seca
Vazia e perene
Perde sua função e caí
Uma folha caindo e o vento levando
Uma folha envolta na complexidade
O vento leva, o vento vem
Perdida no espaço
Perdida de comunhão com o significado
Folhas secas trituradas prensadas pelo peso de sua existência
Vento que sopra e levam elas para o inevitável
Inevitável este nos guia pelos redemoinhos da vida
Folhas seremos quando morremos
Caídos no vazio, tomado de sentido
Tombado pela escuridão,caímos lentamente
Somos folhas secas, descartáveis e inúteis das situações da vida
Folhas,folhas,prismas de luz guiado pela percepção da claridade
Afinal o que somos afinal? Folhas secas jogadas,prensadas e vazias
Com sentido quando caímos sem sentido quando estamos
Afinal, folhas secas e folhas secas...
Camadas de pó e devaneio da loucura
Folhas dispersas pela vida, dispersas por regras. Nem que sejam naturais e perfeitas
Folhas sobrevoam a realidade e expõem o inesgotável
Folhas,folhas e folhas, como no Outono

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