O Estranhamento
Afastado de tudo, perco meus sentidos.
Levitação leviana, o torpor.
Me é estranho esse mundo, me sinto livre, me sinto vivo, mas algo me falta.
Falta uma linha que me guie e um caminho a seguir.
Me falta a luz necessária para continuar, me falta a rapidez do entendimento.
O cansaço da vida, a vontade de viver, tudo isso foi embora.
Cansado de bater contra a parede com os meus punhos.
Canso de sangrar feridas abertas, cansado de despedaçar a mim mesmo.
Estranheza de uma forma absurda, o viver e estar preso ao mesmo tempo
Preso entre linhas e jogos que me movimentam e que param de me fazer voar
O Peso do mundo, e do julgamento divino.
Os olhares pesados sobre mim, a combustão de sentimentos com tanta estranheza.
O sono profundo do navio que descansa no fundo do mar.
A estranheza me consome, me tira o sentido, me dá vida.
O estranhamento e o acaso vão me guiando, e eu continuarei protegido em quanto houver essa fagulha de absurdo.

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