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Mostrando postagens de julho, 2015

Você

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A tudo o que eu sinto. O caminho mais tortuoso, O jeito mais complicado, O amor mais forte. Tudo o que eu sempre quis, Tudo o que eu sempre sonhei, Tudo o que eu sempre esperei. Você, um sonho lívido, Uma perdoadora de pecados, Uma flor que nasce no mais belo jardim. Você, que move meus sonhos, Que atormenta meus pesadelos, Que quebra as correntes. Você, desenfreada e indomável paixão, que cresce no início da minha alma e no buraco mais profundo do meu coração. Você, que com os seus olhos torna a enxergar minha alma, Que torna a me querer bem. Você, que é o meu vício e meu remédio, Meus olhos bicolores, Do mais negro ônix, Do mais verde jade. Você, do cheiro do ventre do seu âmago, Do sabor mais doce. Te desejo, e te espero. Fico a me debater, como um peixe fora d'água quando não te vejo. Morro por dentro quando lágrimas caem dos seus olhos, morro por te amar tanto, morro por te querer tanto. E com o teu jeito suave, você me envolve. Como um escorpião, de movimentos leves.... F...

Eu, um sísifo.

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Eu permaneço aqui, Nas ações vazias, No eterno trabalho do nada. Permaneço aqui, Atormentado e guiado. Um trabalho eterno e sem descanso, Uma vida sem sentido, Uma vida sem vida. Ações perdidas no espaço, Ações vazias dentro de mim. Eu, um sísifo. Obrigado a ser um só, Obrigado na eterna tarefa de carregar esse peso, O peso da existência. A vida já não tem mais brilho ou cor, O que resta no final, É o labor de continuar e continuar... Continuar em uma estrada sem fim, Em um céu sem neblina, Em um sol sem calor, Em uma chuva que não refresca. O absurdo de existir, O maldito acordar todo santo  dia. A rotina, O mundo, Família, Trabalho, Exaustão, Doença, Morte. A caminhada eterna, Mais o que você pode aguentar. Como um sísifo eu me levanto todos os dias, E no mais belo absurdo que é a vida, Eu paro, respiro, E continuo a rolar a pedra da existência, O fardo da vida.

O sol

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Sol que tanto me guia, Me dá forças e me renova. Sol, que me enlouquece, que me estremece. O frio, já não me afeta, pois o sol que move minha vida. A noite, tão escura e cortante, tão linda em seu semblante. A paz do olhar, os risos e gargalhadas. A felicidade que traz o sol, O encher o peito e respirar fundo, gritar e se expor para o mundo. O sol, astro perfeito e dominante, calor que cresce e renova. O sol, que move minha vida, O sol, que reconforta meu coração. A centelha divina que atinge meus olhos, a escuridão que nunca mais me afetará. O calor do sol, a marca da felicidade, as cicatrizes dos atormentados. O ciclo se fecha, o sol que cresce dentro de mim, que explode e se renova.

A ponte

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A ponte que ficou atrás dos meu sonhos, O universo que ficou engolido dentro de si. A paz do silêncio que envolve o nada. A ponte destruída, Uma imagem perdida. Vejo meu destino sumir no horizonte, Vejo meu futuro ruindo, Vejo o caos crescendo, Vejo os medos tomando conta de mim. A passagem entre vida e morte, O instante que se ergue a cada minuto, O fim inevitável. A travessia da paz para a morte, entre Deus e seu judas, antíteses eternas. O universo cresce dentro de mim, Se move e passa correndo, Como uma bala, ele atinge meu coração. E na mais paz absoluta ele se movimenta, E no caos dentro de mim, se ergue,cresce e toma conta. A ponte, onde passado e futuro se cruzam, menino para adulto, de ser humano para poeira. Meu tempo se encerra, O ponteiro do relógio que se movimenta. Término. E o ar já parece mais fraco. E um eterno, Fim.

A destruição do céu

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Hoje, Os anjos caem, As ruínas se manifestam, O cheiro da morte fica na sua boca. Hoje, O céu amanheceu negro. Os corpos em chamas, O raio da luz do luar pulveriza. Não existe mais escapatória. A morte chama. A putrefação da morte, O segredo dos céus arruinados. Hoje, Tudo o que há mais de sagrado desaparece, As minhas forças terminam. Tudo se vai, Tudo desaparece. O céu destruído, O juízo final; Os pecados perdoados, A minha mente,libertada. Hoje, Deus nos odeia, O céu foi destruído, A morte irá prevalecer [No silêncio eterno...]

O mundo que ruiu

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O mundo que se foi, A esperança que existia em um pôr-do-sol. A noite que trouxe a crueldade, me cortou em pedaços, pó sobre pó. O caixão fechado, o conselho não aceito, eu não sinto. O mundo que antes eu conhecia, acabou... se ruiu diante dos meus olhos. Se destruiu, quebrou e arruinou o meu próprio coração. O sussurro do silêncio, a chuva que permanecia ali, caia e caia. Eu vejo o mundo ruir, vejo o chão desaparecer, seu rosto sumir, vejo meus olhos escurecerem. Um dia como esse, o dia em que tudo se foi, e nada restou.

A porta fechada

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O mundo cheio de incertezas A dor que permeia a epiderme A agonia do despertar. O sono que se vai, O mar que chega, O dia que raia, A noite que vai. A porta se fecha, E meus demônios ficam aprisionados. A porta se abre, E os meus demônios crescem. Eu abro a porta para os novos rumos... E eles cismam a me tirar do verdadeiro caminho. Eu fecho a porta para o meu espírito, Eu fecho a porta pra mim mesmo. O ódio que cresce, A podridão das faces, O riso falso, As línguas cheia de veneno. Eu fecho a porta para o mundo, me tranco aqui dentro, morro aqui dentro. Aqui é o meu lugar [aqui sempre foi o meu lugar... E aqui, eu finco meus medos e meus desejos. Aqui, eu respiro e vivo. Aí, Eu fico sem ar e morro. Que se fecham as portas do mundo para mim, E que se ambram minhas próprias portas.

Mudanças

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Eu mudo, Eu me transformo, Eu me reconstruo. Do 0 eu saio, No 0 eu permaneço. Do 0 e saio, E fico, retido aqui. Parado e estático. Com medo de errar, com medo de amar. As mudanças de espírito, O sol que se põe, A noite fria que corta meu corpo. A mudança que se espera, A certeza que nunca chegará. Mais eu continuo aqui, A tentar e tentar.