Eu, um sísifo.

Eu permaneço aqui,
Nas ações vazias,
No eterno trabalho do nada.

Permaneço aqui,
Atormentado e guiado.

Um trabalho eterno e sem descanso,

Uma vida sem sentido,
Uma vida sem vida.

Ações perdidas no espaço,

Ações vazias dentro de mim.

Eu, um sísifo.
Obrigado a ser um só,
Obrigado na eterna tarefa de carregar esse peso,
O peso da existência.

A vida já não tem mais brilho ou cor,

O que resta no final,
É o labor de continuar e continuar...

Continuar em uma estrada sem fim,
Em um céu sem neblina,
Em um sol sem calor,
Em uma chuva que não refresca.

O absurdo de existir,
O maldito acordar todo santo  dia.

A rotina,

O mundo,
Família,
Trabalho,
Exaustão,
Doença,
Morte.

A caminhada eterna,
Mais o que você pode aguentar.

Como um sísifo eu me levanto todos os dias,
E no mais belo absurdo que é a vida,
Eu paro,
respiro,
E continuo a rolar a pedra da existência,
O fardo da vida.





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