A porta fechada

O mundo cheio de incertezas
A dor que permeia a epiderme
A agonia do despertar.

O sono que se vai,
O mar que chega,
O dia que raia,
A noite que vai.

A porta se fecha,
E meus demônios ficam aprisionados.
A porta se abre,
E os meus demônios crescem.

Eu abro a porta para os novos rumos...
E eles cismam a me tirar do verdadeiro caminho.

Eu fecho a porta para o meu espírito,
Eu fecho a porta pra mim mesmo.

O ódio que cresce,
A podridão das faces,
O riso falso,
As línguas cheia de veneno.

Eu fecho a porta para o mundo,
me tranco aqui dentro, morro aqui dentro.
Aqui é o meu lugar [aqui sempre foi o meu lugar...
E aqui, eu finco meus medos e meus desejos.

Aqui,
eu respiro e vivo.
Aí,
Eu fico sem ar e morro.

Que se fecham as portas do mundo para mim,
E que se ambram minhas próprias portas.




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