Caixão Cinza



A desolação que floresce no âmago da alma,a respiração que se torna mais lenta,
o suor que pinga da minha face.

O sol parou de ilumina,
a noite cresce dentro dos meus olhos
o brilho da alma que se apaga.

A violência do mundo,
a maldade que se propagou
a incerteza de viver.

Agora, estou aqui...
em um caixão cinza.
abalado,destruído e mofado.

As paixões se tornam relíquias destruídas,
a vontade me foi tomada,o mundo se perdeu de vontade.
a representação se tornou o olhar de uma medusa.

Tudo o que era meu se foi,
a melodia que ecoa dentro de mim,
o mal que afogou cada órgão meu.

O fim se põe diante dos meus olhos,
o raiar do sol se esvai,
a noite fria chega,
no fim, todos morremos sozinhos.

Os sonhos se vão, seu corpo, as paixões, as vontades, as representações e as imagens.

O breu que se abre no céu,
a nuvem cinza que você respira,
o enrijecer do seu corpo.


...



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