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Mostrando postagens de junho, 2016

O mundo como vontade e representação

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O mundo como vontade, algo ilógico, cresce dentro das coisas representação, a nossa realidade expostas por nossas pupilas. O frio da neve que chega de dezembro, o mundo escuro e frio, cheio de dor e sofrimento. A criação de conceitos que surgem dentro da vida, a luta contra qualquer mal, os caminhos a seguir. Era melhor não ter nascido, era melhor não se realizar, o desejo que nunca cessa. Meu mundo, minha representação, minha história, minha dor. O isolamento, a misantropia, o amor, desejo criado pela natureza, a morte, o último rito. A irrealização de tudo, a agonia de se viver, a compaixão pelos pequenos seres, a compaixão é o que nos salva. O ciclo eterno de querer, cessa na compaixão humana, no absurdo ciclo do sofrimento e querer. ...

Renascendo da dor

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Quando o silêncio atinge os teus ouvidos, Quando tudo se foi Você se perdeu perdeu seu brilho. Quando a sua companhia é angustiante, Quando seus dias de glórias se tornam dias de horrores. Quando você perdeu o farol que você tinha, quando o caminho foi partido em fragmentos, quando sua vergonha e seu corpo foram remendados. Quando escavamos nossa alma encontramos apenas o ódio, inveja e mentira. quando atravessamos nosso medos e podridões, nossos fetiches macabros e nosso pouco amor. Quando tudo falhar, quando tudo ruir e ser destruído, amassado, engasgado,amargurado e sufocado. Quando tudo perder o sentido, quando a morte for doce, quando o ódio guiar. Quando tudo se for, deixe o silêncio falar deixe o amanhecer dizer, deixe a natureza sussurrar, deixe o que você é. Quando você ressuscitar das falhas, quando a fagulha fria atingir teu coração como uma agulha. Quando você não precisar mais de respostas, quando tud...

O horror, a penumbra e o cheiro da morte

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Um fio de luz bate na minha pupila, O cheiro pútrido dos cadáveres em cima e mim é horroroso, A penumbra debaixo dos corpos. A guerra trouxe um fantasma, trouxe desgraçada, miséria e dor. Agora, vivemos em uma pesadelo sem fim, Vivemos no buraco de nossas covas nos escondendo das bombas. A humanidade e suas ideias estúpidas, A conquista e a ganância, A fome que nunca cessa. Só ha corpos mortos em cima de mim, As lágrimas caem dos meus olhos, Os olhos brancos e mortos dos corpos me fitam. O descanso eterno das almas que foram perdidas, O horror de não poder respirar, A claustrofobia de não poder se mexer, a agonia. Eu quero encontrar uma saída, Quero ver o fio de luz. A humanidade se arruinou, Se engasgou com a própria ganância, destruiu a própria espécie. O ar fica rarefeito, sinto meus pulmões precisando de ar, sinto meu coração acelerar. Amontoado de mortos em cima de mim, não há força humana que consiga sair. A saída foi fechada, o anjo da morte an...

Finitude

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Se esvai,  murcha e se recolhe muda de forma, volta ao que era. Os ciclos da natureza crescer, viver e morrer, A percepção que se modifica. A finitude, a fraqueza de se viver a flor que volta a terra depois de mostrar sua beleza, o cheiro suave que o vento leva. A semente que cresce dentro do coração a visão distorcida por fora o corpo que descama e descansa no túmulo de madeira. Estar vivo, morrer é a máxima dádiva da natureza. A pálida cisão do que fomos o que somos o viver, respirar, o abrir os olhos todos os dias. A vida brinca se diverte com a nossa tragédia banaliza nossa dor. Prisioneiros de nossos karmas a roda que nunca para de rodar a finitude, a infinitude, o início. ...