Penumbra
O escuro canto da alma o respirar pulsante o odor do ódio. O sangue transborda pelas suas mãos o coração que pula as pernas que estremecem. O vulto negro que segue seus passos a visão que se dissipa a luz longínqua. Você corre, tenta se esconder mas ela sempre te acha. O medo entala suas palavras corrói suas entranhas pulsa nas veias. A decepção do mundo que quebra a penumbra que cresce na sua retina, toma conta e possui. O frio cortante a lâmina que chora sangue. Perdido na penumbra encontrado na dor deixado para trás. No caminho das lamentações no caminho das lágrimas no coração congelado. A penumbra que se instala na noite fria, na hora final, na morte eminente. A desolação atraiçoa, quebra, brinca e resiste. O vento frio, o toque sombrio a penumbra cresce, ganha força, ganha vida. ...