A suave rendição
Eu desisto do que vem
desisto do que virá,
deixo a terra sugar meu espírito
deixo o tempo aniquilar meu corpo.
Eu sutilmente me deixo cair
como em um deixar eterno
na ponte dos desejos
na morte eminente.
A tristeza e angústia se foram
só sobraram a escuridão e os batimentos do meu coração.
Eu me entrego ao que virá
deixo a vida fazer seu papel
deixo a terra me guiar.
Agora o abraço da terra é tão fraterno,
meus ossos queimam
meu coração palpita aceleradamente
minha dor se vai.
Eu vou,
me entrego ao desconhecido
um abraço na morte
a indiferença de viver
a razão de morrer.
Agora a poeira toma conta de mim
e minha vida se vai diante dos meus olhos
o silêncio ecoa dentro de mim.
Eu me rendo sutilmente, me jogo
me torno um ser só, algo sem corpo, algo que vaga no breu.
...
desisto do que virá,
deixo a terra sugar meu espírito
deixo o tempo aniquilar meu corpo.
Eu sutilmente me deixo cair
como em um deixar eterno
na ponte dos desejos
na morte eminente.
A tristeza e angústia se foram
só sobraram a escuridão e os batimentos do meu coração.
Eu me entrego ao que virá
deixo a vida fazer seu papel
deixo a terra me guiar.
Agora o abraço da terra é tão fraterno,
meus ossos queimam
meu coração palpita aceleradamente
minha dor se vai.
Eu vou,
me entrego ao desconhecido
um abraço na morte
a indiferença de viver
a razão de morrer.
Agora a poeira toma conta de mim
e minha vida se vai diante dos meus olhos
o silêncio ecoa dentro de mim.
Eu me rendo sutilmente, me jogo
me torno um ser só, algo sem corpo, algo que vaga no breu.
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