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Mostrando postagens de novembro, 2015

Desistência

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Eu me rendo, deixo meu espírito ir, deixo minha alma seguir. A corrente se quebra, meu corpo despedaçado os violinos coroam minha morte. Eu desisto, desisto de mim do meu corpo do meu ser. Eu me entrego, deixo o mar me levar deixo o mundo ruir. Deixo a fúnebre sensação de perder os sentidos me tomar, deixo o rio da vida inundar meu corpo deixo a ruína encadear meu eu. Eu cresço, eu deixo o espírito falar deixo o espírito emergir. Deixo a ruína tomar conta e eu cresço revigoro. Eu desisto, eu me entrego, deixo minha pele queimar nas ruínas das memórias. Desisto do que há, desisto do que há por vir. ...

O céu cinza

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Nulo, Sem sol, Sem o calor. A chuva que torna o dia assim, As mágoas marcadas no corações, O frio que congelou a alma. O céu cinza acima de mim O chão frio abaixo O meu coração em disparada. A essência da natureza A paz do vento. O céu azul não me satisfaz, O céu negro também não. O meio, O certo e errado, A dualidade da vida A certeza e incerteza. Minha vida, como um céu cinza. Minha alma, ungida pelas gotas da chuva, Minha essência atravessada em um oceano vazio. A vida bela em um céu cinza, A beleza gravada em meu corpo, gravada em minha alma. ...

A facada sombria

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Um choque, O sangue corre quente escorre da minha boca. O céu negro me engole, toma minha alma toma meu mundo. As estrelas brilham, os astros se movem a noite cai. Atingido, caído sem forças. A facada do destino, o veneno que escorre a dor que lateja. A decepção, a sombra que me atingiu. Decaio, me perco morro. A facada, o tiro meu corpo que se vai minha mente que fica. Traído pelas sombras abraçado pela luz. ...

Aokigahara

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Floresta sombra, De sonhos quebrados, De mentes retorcidas. As árvores que crescem, O silêncio que inunda seu mundo. A serenidade, paz e calma que perturba a mente. A floresta maldita, De pressões, de dor, de penitência e de perdão. A dor que move com o fim, A paz que surge nos corações. O som do infinito, O absoluto silêncio, O medo e desespero. A canção macabra escondida na mente perturbada. E isso cresce, A floresta fala, As coisas crescem, Você quer retornar, Você quer ir. Aokigahara, a floresta da desistência, A floresta dos meus sonhos, Da minha culpa, Do não se pertencer, Do fim das vidas. Aokigahara, floresta da decepção, Das mandrágoras e do breu eterno, Do suicídio do corpo, Do retorno ao que há, Do mais profundo silêncio.

Marchando contra a maré

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Eu sigo, como um soldado, como alguém sem função. Eu enfrento o mundo abrupto eu enfrento meus medos, enfrento minha própria maré. O meu oceano, meu mar, a minha paz. Eu marcho contra mim mesmo, e de pé fincados eu me saboto, me afogo em mim, morro dentro de mim. A vida já não é o problema, o mar já me engoliu, a tristeza cresceu dentro de cada poro meu. Eu marcho, eu ando e desando. Envergonhado com a minha própria vida, destruído como a minha própria vida. Eu ando, prossigo e busco o que me falta, busco o que nunca tive, e as cinzas caem do céu, e a maré sobe. Eu continuo a marchar, estou condenado a marchar. ...