Me vejo em um jardim de flores, E as flores têm um cheiro de dor. As flores possuem cheiro de morte, As flores possuem todos os meus sonhos... E isso parece um pesadelo, Um sonho vivido. Lá, eu vejo meus medos se destruírem, Lá, eu vejo meus sonhos serem despedaçados. Como um cadáver eu me movimento, No frio eterno dos meus ossos. Vivo? Morto? Um espectro a vagar no jardim branco. Um espírito que nunca encontrou a paz, Um ser sem definição. E eu vejo flores... Vejo as flores se reerguerem, Vejo flores de todas as cores. É inverno, E eu vejo flores brotarem. Vejo o sol, tão distante dos meus olhos. O sol já não me esquenta, O frio e a neblina tampam minha visão, A única coisa que eu sinto é o frio que invade minha alma. [E o tormento dos inocentes Eu estou no jardim, No jardim suspenso pela dor e pela frieza. E as flores nascem, as flores se esvaem como são criadas. As flores apodrecem e voltam para a terra. [ E assim como eu, na mais eterna paz.]
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