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Mostrando postagens de 2015

Imolação

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Sacrifício por nada, Algo sem sentido, Sem estrutura. Em um mundo sem sentido, Em uma época de ingratidão, Em um momento de caos. Eu sacrifico tudo o que eu tenho, Suor,lágrimas e sangue. Sacrifico minha dor, minha paz e minha mente. Tudo o que houve já foi, A paz ríspida cresce dentro de mim, O ódio que queima meus ossos. O Deus que exige sacrifício, A loucura que eu inventei, O nada que me modifica. O perdão por ser o que é, A paixão de ser filho amado, As almas que são tomadas, O jogo, a brincadeira de se viver. O vácuo no meu coração, O vazio na minha alma, Os sentimentos que se vão. Eu vou ficando oco, Deixo o rio de sangue guiar minha vida. Eu sacrifico tudo para um Deus eterno, Eu jogo minha vida no fogo, Quebro meu ego, meus medos. Toma o que você criou, Toma a sua loucura, Toma o seu ódio e sua paz. Eu me sacrifico por nada, Em um mundo sem sentido, Em um mundo destruído. ...

Auto-imolação Expontânea

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O destino que rompe, o corpo que vai, os ossos que ficam. Eu explodo, meus problemas somem, só há o breu. Tudo o que houve, os corpos em chamas, o tormento fugindo. Meu corpo não me suporta, a natureza e sua falha, a natureza e sua certeza. Explodo, vou-me. A dor que queima meus ossos, minha pele que derrete, o mundo não me suportou, eu não me suportei. Eu explodo, me sacrifico, fujo. A paz do niilismo, o altruísmo. Queime corpo, queime alma, queime o que há, queime o que virá. ...

Debris

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Loucura, ruína, Deusa eterna, dança ludibriante. Toma conta, corrói os pensamento Sair de si. Seu mundo particular seus medos desparecerem, suas verdades se dissolvem. Debris, destrói meu coração, toma meu ser. Afunde meu espírito, eu vou, me perco, já não sei quem sou. Debris,a eterna loucura, a eterna ruína. ...

Dois caixões

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Mesmo que esse poema seja um poema trágico, eu dedico ele de coração, com todo sentimento e emoção para a pessoa mais importante na minha vida, minha namorada, amiga,mulher e companheira: Bianca. Que possamos partir juntos. Eu e você, apagados pela terra guiados pela luz. A escuridão que nos afundou, a morte que nos recebe de braços abertos a indecisão dos caminhos. Céu e inferno nos esperam o limbo é o que resta. Meu amor ficou com você, teu amor ficou comigo. Tua paz me transformou, meu caos que te ajudou. Só restou isso de nós, esses dois caixões embaixo da terra, esse lugar úmido e com cheiro de madeira. Os nossos corpos foram perdidos, as nossas almas foram reencontradas, A nossa luz se apagou. Se você for, Que eu vá. O funeral se aproxima e o que resta são as lágrimas daqueles que sentem algo por nós. Agarre minha mão, sinta meu corpo se esvair, sinta o meu respirar lento se extinguir. Adormecer, cair e um sono profundo. O céu chora, as nuvens nos aplaudem o sol nos guia...

Desistência

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Eu me rendo, deixo meu espírito ir, deixo minha alma seguir. A corrente se quebra, meu corpo despedaçado os violinos coroam minha morte. Eu desisto, desisto de mim do meu corpo do meu ser. Eu me entrego, deixo o mar me levar deixo o mundo ruir. Deixo a fúnebre sensação de perder os sentidos me tomar, deixo o rio da vida inundar meu corpo deixo a ruína encadear meu eu. Eu cresço, eu deixo o espírito falar deixo o espírito emergir. Deixo a ruína tomar conta e eu cresço revigoro. Eu desisto, eu me entrego, deixo minha pele queimar nas ruínas das memórias. Desisto do que há, desisto do que há por vir. ...

O céu cinza

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Nulo, Sem sol, Sem o calor. A chuva que torna o dia assim, As mágoas marcadas no corações, O frio que congelou a alma. O céu cinza acima de mim O chão frio abaixo O meu coração em disparada. A essência da natureza A paz do vento. O céu azul não me satisfaz, O céu negro também não. O meio, O certo e errado, A dualidade da vida A certeza e incerteza. Minha vida, como um céu cinza. Minha alma, ungida pelas gotas da chuva, Minha essência atravessada em um oceano vazio. A vida bela em um céu cinza, A beleza gravada em meu corpo, gravada em minha alma. ...

A facada sombria

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Um choque, O sangue corre quente escorre da minha boca. O céu negro me engole, toma minha alma toma meu mundo. As estrelas brilham, os astros se movem a noite cai. Atingido, caído sem forças. A facada do destino, o veneno que escorre a dor que lateja. A decepção, a sombra que me atingiu. Decaio, me perco morro. A facada, o tiro meu corpo que se vai minha mente que fica. Traído pelas sombras abraçado pela luz. ...

Aokigahara

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Floresta sombra, De sonhos quebrados, De mentes retorcidas. As árvores que crescem, O silêncio que inunda seu mundo. A serenidade, paz e calma que perturba a mente. A floresta maldita, De pressões, de dor, de penitência e de perdão. A dor que move com o fim, A paz que surge nos corações. O som do infinito, O absoluto silêncio, O medo e desespero. A canção macabra escondida na mente perturbada. E isso cresce, A floresta fala, As coisas crescem, Você quer retornar, Você quer ir. Aokigahara, a floresta da desistência, A floresta dos meus sonhos, Da minha culpa, Do não se pertencer, Do fim das vidas. Aokigahara, floresta da decepção, Das mandrágoras e do breu eterno, Do suicídio do corpo, Do retorno ao que há, Do mais profundo silêncio.

Marchando contra a maré

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Eu sigo, como um soldado, como alguém sem função. Eu enfrento o mundo abrupto eu enfrento meus medos, enfrento minha própria maré. O meu oceano, meu mar, a minha paz. Eu marcho contra mim mesmo, e de pé fincados eu me saboto, me afogo em mim, morro dentro de mim. A vida já não é o problema, o mar já me engoliu, a tristeza cresceu dentro de cada poro meu. Eu marcho, eu ando e desando. Envergonhado com a minha própria vida, destruído como a minha própria vida. Eu ando, prossigo e busco o que me falta, busco o que nunca tive, e as cinzas caem do céu, e a maré sobe. Eu continuo a marchar, estou condenado a marchar. ...

Meu ar

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Teus olhos nos meus... minha presença na sua. Acordar, O raiar do dia que nasce, A chuva que toma conta. Você, longe de mim. Tua presença se resume ao teu cheiro no meu travesseiro, Tua falta amarga na minha boca. Meu ar já se foi, Hoje, só sobrou uma sombra sua, Só sobrou a lembrança dos bons dias. Eu te necessito, Morro por dentro quando você não está, Vivo quando você está. Tua presença, Minha certeza de te ter, Meus olhos que fitam seus olhinhos que abrem ao amanhecer. Meu corpo que sente a falta do seu calor. A febre que toma conta, Te querer o tempo todo, Querer meu ar todos os minutos. Meu pulmão que vive para você, Meu coração que bate por você, Meu ar que me falta as vezes, A saudade que bate na porta da alma. Meu ar que te quero, Meu ar que eu respiro, Meu ar que eu vivo. ...

Fading

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Eu me vou Já não estou mais aqui Meus sentidos, meu corpo. Tudo vai indo, Com a maré que leva e nunca mais volta. Eu vou deixando de sentir, vou me perdendo, não respondo, não ouço. O mundo sem som As cores vivas Meu corpo se esvaindo. Eu saio do ar Deixo meu corpo fujo desse mundo. Guiado pela loucura, guiado por um ideal. Eu me perco Me deixo Me solto. It's fading, All it's fading. ...

O calor que derrete

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O calor que expurga, destrói, consome. Você sente o corpo sumir, sente os sentidos se perderem. O calor que eu enfrento, O calor do sol, O calor das palavras. A loucura que aparece, toma conta e move, corrói e explode. A abominação, As mudanças, A esperança que se vai. O sol, o calor. Loucura que toma conta. O sol, O astro rei, Apolo, A destruição. O calor que derrete, derrete seus medos e o que sou. ...

Um brinde a toda falsidade

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Vamos lá, Beba comigo esse brinde. Vença esse mundo sujo, Conquiste-se nesse mundo onde cada um deseja seu mal. Entorne a taça e jogue naqueles que te destroem com palavras, Se rebele contra cada mísero sentimento de dor. Um brinde a vocês que me fazem crescer, um brinde a raiva e ódio que tenho. Uma grande salva de palmas para aqueles que um um dia já te ofenderam, para aqueles que querem ver o teu mal, aqueles que se alimentam de maldade. Vamos lá, brinde comigo, caro amigo. Sinta-se acompanhado, Sinta-se seguro. Esbraveje toda sua cólera naqueles que não merecem serem citados, Aqueles que são sujos e vis, aqueles que clamam por Deus e agem como demônios. Um brinade, meus amigos! Um brinde a hipocrisia que te ronda, As falsas máscaras, As mentiras. Um grande brinde a aqueles que te traíram, e a aqueles que se dizem ser seus amigos. Um brinde aos que vivem do mal, um brinde as falsas estórias, as conquistas invejadas. ...

Despertar

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Desperte para a consciência, Para o mais puro som do universo, Para o éter da humanidade. Desperte para os seus sonhos, Destrua as barreiras, Mate seus medos. Abrace seus demônios, Seja um com o bem e mal, Deixe que a paz e caos te defina. Antíteses do universo, A paz do exterior, O caos de existir. Renasça para um novo eu, Ouça o chamado da natureza, Ouça o chamado do seu coração. Não se cale, Se ouça, Não escute opiniões alheias vazias, Se torne a chave de si. Desperte para a existência perdida, Não permaneça nesse sono perene, Uma vez despertado, Não existe mais esse mundo de ilusões. Desperte, Ache a chave do seu coração, Desperte para algo que ainda você não viu. Desperte para si. ...

Rostos Familiares

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O sorriso retorcido, As falsas aparências, As sombras que rondam a vida. A vida que passa, A morte que se instalou em minha alma, A dor latente que não para de doer. As máscaras que surgem dos olhares, Olhares acusadores e inóspitos, secos e sem paz. A relação de não verdade, As mentiras que surgem a todo instante, A paciência que brota do ninho. Os rostos que eu vejo, cheios de angústias e medos, cheios de julgamentos e não certezas. Rostos familiares que nascem no início do dia e se esvaem ao fechar dos olhos. O medo de pertencer a este mundo, O medo de tentar entender esse mundo, O medo dos rostos familiares.

Dê-me a corda

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Meu sonho lívido, Minha paz ausente, Meu caos que cresce. Dê-me a dor, Dê-me o furor para continuar a respirar, E assim, me conquistar. Tudo cresce, E meu corpo já não aguenta mais, Minha mente estilhaçada em pedaços, Fragmentos do infinito. Uma vida sem sentido, Uma existência sem nexo, Sem um ente metastático, Um alguém olhando para nós. O desespero que nasce do mais puro coração, O perdão que nunca foi dado, O mundo que é louco. Meus bens, meus pensamentos, minhas palavras, Tudo se vai conforme o tempo, A poeira da existência que erradia a cada dia. O partir, Ter a chance de se despedir, O amanhã que nunca chegou. Dê-me a corda, Dê-me a guilhotina, Dê-me o gume da faca. Dê-me uma existência com sentido, E o ato de continuar, E o ato de me redescobrir. Dê-me a corda, Dê-me meus sonhos.

A floresta

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A floresta assombrada, cheia de dúvida, o medo da insegurança. O leito que recebe meu corpo, A chuva que me reconforta, A neve que me esfria. O sol que me guia, A carreira de ossos que se segue durante a minha vida, avançando eu continuo. Eu vejo as árvores, Eu vejo meu túmulo, Eu vejo meu destino. E agora eu me vejo, acorrentado aos meus grilhões, passado para trás. E agora, eu aqui. A passos largos eu continuo, A passos sombrios eu sigo. Rondo o infinito, Parado como uma esfinge, Morto? Vivo? ...

A inocência que se perdeu na praia.

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Descanse em paz, Aylan Kurdi. Sonhos quebrados, O início de um ciclo, O fim de uma vida. Abandonado à deriva, A inocência que a maré leva, O sangue que a areia drena. Deixado para trás, O corpo imóvel, A alma distante. O sacrifício, A fuga, Deixado para o mar. Agora, a salvo. Longe de tudo, Sem medo, só minha paz e inocência, Sem corpo, sem o que me prende. Agora, uma estrela no céu e no infinito.

Meu Deus: a natureza.

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A verdadeira liberdade, O vento que bate no seu rosto, As respostas que surgem como mágica. Natureza sábia e única, dê-me tua força. Crie raízes no meu coração, Que meu corpo seja como as rochas. União perfeita entre corpo e espírito, O chamado que ouço em seu sussurro, A paz que reina dentro de mim. Criadora e destruidora, Una e poderosa, Caótica e pacífica. Dê-me forças, Dê-me a leveza das águas, Dê-me o calor do fogo e a frieza da neve. Natureza bela e única, cheia de paz harmonia, cheia de tudo. Que os ventos me tragam as respostas que eu preciso ouvir, Que a chuva me traga conforto, Que o sol aqueça meu coração. Natureza e natureza, Uma ordem que tudo move, uma paz que tudo me torna.

O poço

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Úmido e frio, A luz que bate na retina. Lá em cima, a vida segue. Aqui embaixo, traído e deixado para trás, jogado e empurrado, machucado e quebrado. O poço que me abraçou, Os meus gritos que ninguém escuta. A paz aqui, O silêncio eterno, O som da minha cabeça, Meus pensamentos que brincam, Minha mente ecoa o nada. O poço, lugar tão frio e meu.

A doença

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Estou infectado, Pelos meus sonhos e erros, Acorrentado dentro de mim, Morto dentro de mim. Aos poucos vou me esvaindo, Minhas energias, foram sugadas. Eu tenho uma doença, E essa doença não me permite sonhar, Não me permite seguir. Morro a cada segundo, Vivo a cada momento. Eu tenho uma doença, Eu não confio em mim. Minha pobre alma a aguentar os grilhões da vida, Aguentar a dor de ser esquecido. Eu tenho uma doença, E essa doença mexe com o meu eu. Eu sou subjugado e imerso nas chuvas de março, Meu corpo fica i móvel e destruído Minha alma, Derretida pelo sol. Eu tenho uma doença, E toda a sanidade que eu já tive um dia se foi. A superioridade e a inferioridade foram destroçadas. A doença é que me mantém, A doença é a vida que nos tornar iguais perante ao hálito frio da morte e a sete  palmos da terra.

O silêncio da Alma

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A paz que reina no profundo silêncio, na amargura das cicatrizes. O nada que move a alma, O som das melodias que invadem meus ouvidos, A bater dos ventos que corta meus sentidos. O sol se foi, A chuva que nunca chegou, O calor que nunca esquentou. Pairando as beiras das sombras, o reflexo na água distorcido me chama, A noite em sua calada me guia. O silêncio e o som do universo, O som do fim e do início, O primeiro choro e o último suspiro. Começar de novo, Permanecer de novo, Lutar de novo. O silêncio que se move dentro de mim, O vento que guia meus passos, A velocidade da fúria. Tudo se inicia no silêncio, E tudo termina no silêncio.

A fase sombra

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Tudo o que eu tinha, ficou para trás. Tudo o que eu era, Tudo o que eu sentia. A fase da destruição, das sombras e do medo. A fase que me tomou tudo, A fase que destruiu a minha essência. Uma fase onde parecia que o sol nascia todos os dias, Onde a noite parecia mais brilhosa, A fase fa felicidade e futilidade. Agora eu me vejo, Meu olhar no espelho retorcido, A sombra que toma conta de mim. A sombra tão gentil e fria, com seus lábios tão cruéis. Eu aprendi da pior forma, O passado bateu em minha porta, O passado me assombrou. Será que o passado era a sombra? Será que antes era a fase onde tudo parecia certo? Eu só sinto, Eu só sinto que não me pertenço, Sinto que um pedaço de mim ficou lá, Um pedaço sujo e cruel. Agora as sombras me abraçam, Me colocam seguro, Me tornam o que eu sempre fui. E eu retribuo, Eu a beijo e a mereço. Ela é minha salvação, Ela me criou, Ela foi a única que estava lá. Eu me crio com ela, Eu me transformo com ela...

O jardim de flores

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Me vejo em um jardim de flores, E as flores têm um cheiro de dor. As flores possuem cheiro de morte, As flores possuem todos os meus sonhos... E isso parece um pesadelo, Um sonho vivido. Lá, eu vejo meus medos se destruírem, Lá, eu vejo meus sonhos serem despedaçados. Como um cadáver eu me movimento, No frio eterno dos meus ossos. Vivo? Morto? Um espectro a vagar no jardim branco. Um espírito que nunca encontrou a paz, Um ser sem definição. E eu vejo flores... Vejo as flores se reerguerem, Vejo flores de todas as cores. É inverno, E eu vejo flores brotarem. Vejo o sol, tão distante dos meus olhos. O sol já não me esquenta, O frio e a neblina tampam minha visão, A única coisa que eu sinto é o frio que invade minha alma. [E o tormento dos inocentes Eu estou no jardim, No jardim suspenso pela dor e pela frieza. E as flores nascem, as flores se esvaem como são criadas. As flores apodrecem e voltam para a terra. [ E assim como eu, na mais eterna paz.]

Kali

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Deusa perfeita e destruidora, com os teus braços, desamarra minhas correntes. Com a tua força, destrua meus inimigos. Que a inveja e a dor já não me afetem mais, Que o sangue da falsidade escorra pelo solo sagrado. Kali, Grande deusa da transformação, que com os teus olhos e sua língua, espante todo o mal. Kali,grande mãe. Una meu espírito e meu corpo, Guia meu corpo para a ascensão, Move meu coração. Kali,deusa pura da destruição. Que a morte seja apenas a primeira etapa do espírito. Que as luzes dos deuses me ilumine, Que a escuridão e sombram fiquem no passado. Quebre minhas correntes, Quebre meu coração. Faça minha respiração parar. Kali, Aquela que traz o colar de cabeças, Aquela que dissolve todos e tudo. Kali, a criadora e destruidora. Kali, Me abrace e me leve para o seu colo, Que o meu respirar seja o meu despertar.  Grande Kali, A que une, a que destrói.

Você

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A tudo o que eu sinto. O caminho mais tortuoso, O jeito mais complicado, O amor mais forte. Tudo o que eu sempre quis, Tudo o que eu sempre sonhei, Tudo o que eu sempre esperei. Você, um sonho lívido, Uma perdoadora de pecados, Uma flor que nasce no mais belo jardim. Você, que move meus sonhos, Que atormenta meus pesadelos, Que quebra as correntes. Você, desenfreada e indomável paixão, que cresce no início da minha alma e no buraco mais profundo do meu coração. Você, que com os seus olhos torna a enxergar minha alma, Que torna a me querer bem. Você, que é o meu vício e meu remédio, Meus olhos bicolores, Do mais negro ônix, Do mais verde jade. Você, do cheiro do ventre do seu âmago, Do sabor mais doce. Te desejo, e te espero. Fico a me debater, como um peixe fora d'água quando não te vejo. Morro por dentro quando lágrimas caem dos seus olhos, morro por te amar tanto, morro por te querer tanto. E com o teu jeito suave, você me envolve. Como um escorpião, de movimentos leves.... F...

Eu, um sísifo.

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Eu permaneço aqui, Nas ações vazias, No eterno trabalho do nada. Permaneço aqui, Atormentado e guiado. Um trabalho eterno e sem descanso, Uma vida sem sentido, Uma vida sem vida. Ações perdidas no espaço, Ações vazias dentro de mim. Eu, um sísifo. Obrigado a ser um só, Obrigado na eterna tarefa de carregar esse peso, O peso da existência. A vida já não tem mais brilho ou cor, O que resta no final, É o labor de continuar e continuar... Continuar em uma estrada sem fim, Em um céu sem neblina, Em um sol sem calor, Em uma chuva que não refresca. O absurdo de existir, O maldito acordar todo santo  dia. A rotina, O mundo, Família, Trabalho, Exaustão, Doença, Morte. A caminhada eterna, Mais o que você pode aguentar. Como um sísifo eu me levanto todos os dias, E no mais belo absurdo que é a vida, Eu paro, respiro, E continuo a rolar a pedra da existência, O fardo da vida.

O sol

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Sol que tanto me guia, Me dá forças e me renova. Sol, que me enlouquece, que me estremece. O frio, já não me afeta, pois o sol que move minha vida. A noite, tão escura e cortante, tão linda em seu semblante. A paz do olhar, os risos e gargalhadas. A felicidade que traz o sol, O encher o peito e respirar fundo, gritar e se expor para o mundo. O sol, astro perfeito e dominante, calor que cresce e renova. O sol, que move minha vida, O sol, que reconforta meu coração. A centelha divina que atinge meus olhos, a escuridão que nunca mais me afetará. O calor do sol, a marca da felicidade, as cicatrizes dos atormentados. O ciclo se fecha, o sol que cresce dentro de mim, que explode e se renova.

A ponte

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A ponte que ficou atrás dos meu sonhos, O universo que ficou engolido dentro de si. A paz do silêncio que envolve o nada. A ponte destruída, Uma imagem perdida. Vejo meu destino sumir no horizonte, Vejo meu futuro ruindo, Vejo o caos crescendo, Vejo os medos tomando conta de mim. A passagem entre vida e morte, O instante que se ergue a cada minuto, O fim inevitável. A travessia da paz para a morte, entre Deus e seu judas, antíteses eternas. O universo cresce dentro de mim, Se move e passa correndo, Como uma bala, ele atinge meu coração. E na mais paz absoluta ele se movimenta, E no caos dentro de mim, se ergue,cresce e toma conta. A ponte, onde passado e futuro se cruzam, menino para adulto, de ser humano para poeira. Meu tempo se encerra, O ponteiro do relógio que se movimenta. Término. E o ar já parece mais fraco. E um eterno, Fim.

A destruição do céu

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Hoje, Os anjos caem, As ruínas se manifestam, O cheiro da morte fica na sua boca. Hoje, O céu amanheceu negro. Os corpos em chamas, O raio da luz do luar pulveriza. Não existe mais escapatória. A morte chama. A putrefação da morte, O segredo dos céus arruinados. Hoje, Tudo o que há mais de sagrado desaparece, As minhas forças terminam. Tudo se vai, Tudo desaparece. O céu destruído, O juízo final; Os pecados perdoados, A minha mente,libertada. Hoje, Deus nos odeia, O céu foi destruído, A morte irá prevalecer [No silêncio eterno...]

O mundo que ruiu

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O mundo que se foi, A esperança que existia em um pôr-do-sol. A noite que trouxe a crueldade, me cortou em pedaços, pó sobre pó. O caixão fechado, o conselho não aceito, eu não sinto. O mundo que antes eu conhecia, acabou... se ruiu diante dos meus olhos. Se destruiu, quebrou e arruinou o meu próprio coração. O sussurro do silêncio, a chuva que permanecia ali, caia e caia. Eu vejo o mundo ruir, vejo o chão desaparecer, seu rosto sumir, vejo meus olhos escurecerem. Um dia como esse, o dia em que tudo se foi, e nada restou.

A porta fechada

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O mundo cheio de incertezas A dor que permeia a epiderme A agonia do despertar. O sono que se vai, O mar que chega, O dia que raia, A noite que vai. A porta se fecha, E meus demônios ficam aprisionados. A porta se abre, E os meus demônios crescem. Eu abro a porta para os novos rumos... E eles cismam a me tirar do verdadeiro caminho. Eu fecho a porta para o meu espírito, Eu fecho a porta pra mim mesmo. O ódio que cresce, A podridão das faces, O riso falso, As línguas cheia de veneno. Eu fecho a porta para o mundo, me tranco aqui dentro, morro aqui dentro. Aqui é o meu lugar [aqui sempre foi o meu lugar... E aqui, eu finco meus medos e meus desejos. Aqui, eu respiro e vivo. Aí, Eu fico sem ar e morro. Que se fecham as portas do mundo para mim, E que se ambram minhas próprias portas.

Mudanças

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Eu mudo, Eu me transformo, Eu me reconstruo. Do 0 eu saio, No 0 eu permaneço. Do 0 e saio, E fico, retido aqui. Parado e estático. Com medo de errar, com medo de amar. As mudanças de espírito, O sol que se põe, A noite fria que corta meu corpo. A mudança que se espera, A certeza que nunca chegará. Mais eu continuo aqui, A tentar e tentar.

[Conto] A mulher da chuva

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Bom, Esse é o primeiro conto que eu escrevo. As vezes irei postar mais alguns. Espero que gostem. Era um dia chuvoso. Nada que seja anormal. Eu estava a pouco tempo ali, e só via a chuva cair pela janela do meu quarto. As gotas caiam sem parar e os trovões não cessavam. Parecia que o mundo estava chorando e os portões do paraíso estavam abertos. As gotas escorriam na janela, e eu continuava lá, pensando e me remoendo. Noite passada eu tinha sonhado. Foi um sonho estranho e ao mesmo tempo vivo. Era um dia como esse e não parava de chover. Eu estava em uma estrada cheia de folhas, e andava sem rumo. Chegava em uma casa abandonada. Essa casa não tinha paredes descentes, nem porta. A casa era ruínas. Eu estava de trajes antigos e não enxergava meu rosto. Parecia que o mundo era limpo e ao mesmo tempo sombrio. Eu conseguia sentir as gotas de chuva na minha face e no meu corpo. Entrando nessa casa, avistei uma cadeira e uma estante com livros antigos. Sentei e fiquei lendo algumas coi...